Existem dois superaglomerado em Bootes, distânte um bilhão de anos-luz. O mais próximo está distânte 830 milhões de anos-luz - o segundo, está diretamente atrás deste, a uma distância de um bilhão de anos-luz. O mapa exibe todas os galáxias com magnitude 17 (da base de dados LEDA) nesta parte do céu. As localizações dos maiores aglomerados de galáxias estão marcadas. No lado direito do mapa está o muito próximo aglomerado Coma (A1656), e na esquerda estão os demais aglomerados do superaglomerado de Corona Borealis que, provavelmente, está conectado aos dois superaglomerados de Bootes por um muro de galáxias.
Abaixo está uma lista dos maiores aglomerados de galáxias nos dois superaglomerados de Bootes. A distância exata de um desses aglomerados (A1861) é incerta e pode ser que ele esteja em segundo plano.
1 2 3 4 5 6 7
Número Coordenadas Desvio p Distância Rico Notas
Abell Equatorial vermelho M-al
RA Dec z
A1781 13 44.5 +29 51 .0606 820 0
A1795 13 49.0 +26 35 .0619 840 2
A1825 13 58.0 +20 39 .0583 790 0
A1827 13 58.2 +21 42 .0642 870 1
A1828 13 58.4 +18 23 .0611 840 1
A1831 13 59.2 +27 59 .0603 815 1
A1775 13 41.9 +26 22 .0705 950 2
A1800 13 49.7 +28 04 .0743 1000 0
A1861 14 07.5 +27 49 - - 1 distância incerta
A1873 14 11.7 +28 09 .0764 1025 0
A1898 14 20.6 +25 09 .0762 1025 1
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Coluna 1: o nome/número do aglomerado ou grupo.
Coluna 2: A Ascenção Reta para 2000.
Coluna 3: A Declinação para 2000.
Coluna 4: O desvio para o vermelho do aglomerado.
Coluna 5: A distância em milhões de anos-luz assumindo que H=70km/s/Mpc.
Coluna 6: A classe de 'riqueza' do aglomerado (apenas para aglomerados Abell).
Coluna 7: Notas e nomes adicionais.
Referências:
Abell G, Corwin H, Olowin R, (1989), A catalogue of Rich Clusters of Galaxies,
Astrophys J Supp, 70, 1.
Struble M, Rood H, (1999), A compilation of redshifts and velocity dispersions for
ACO clusters, Astrophys J, 125, 35.
Abaixo - um dos aglomerados de galáxias dos superaglomerados em Bootes. Este é o aglomerado A1795, distante 840 milhões de anos-luz. A massiva galáxia elíptica no centro é PGC 49005.
Os superaglomerados em Bootes são conhecidos principalmente porque estão próximos (e ligeiramente atrás) do vácuo Bootes. Este vácuo é um dos mais famosos vácuos do universo, principalmente porque foi um dos primeiros grandes vácuos descobertos. Ele foi descoberto em 1981. O centro do vácuo se encontra a 700 milhões de anos-luz de distância (desvio para o vermelho de 0,052) e possui um diâmetro de 300 milhões de anos-luz.
O mapa abaixo é composto por todas as galáxias brilhantes com magnitude 17 nesta parte do céu. O localização do vácuo de Bootes está marcada. O vácuo contém muito poucas galáxias, ainda que existam galáxias em primeiro plano entre nós e o vácuo. O mapa mostra que o vácuo é cercado pelo sul e oeste por vários superaglomerados, incluindo os superaglomerados de Bootes, situado no sudoeste.
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Esquerda - Um artigo de jornal datado de 1983, anunciando a descoberta do vácuo de Bootes. Esta é a confirmação oficial de sua existência. |
| Direita - uma fatia do universo, exibindo o Vácuo Bootes. Este mapa é composto por 3500 galáxias (da base de dados LEDA) na direção do Vácuo Bootes. Nossa galáxia está em baixo e o topo do mapa está distante 1 bilhão de anos-luz. Os dados estão incompletos após 500 milhões de anos-luz, por isso o vácuo não está muito proeminente, mas sua localização está marcada. A maioria das galáxias localizadas nesta área estão acima ou abaixo do vácuo. | ![]() |
O Estudo Científico dos Superaglomerados em BootesNão existe estudo científico dos superaglomerados em Bootes. Embora estes superaglomerados sejam muito maiores que o superaglomerado de Virgem, mas que por ser um superaglomerado muito mais próximo, é considerado mais interessante. O Vácuo Bootes recebeu grandes pesquisas científicas. O vácuo Bootes foi descoberto por Robert Kirshner, Augustus Oemler Jr, Paul Schechter e Stephen Shectman em 1981. Eles analizaram galáxias em três pequenas áreas do céu na região e noticiaram que havia uma grande lacuna em que não existiam galáxias. Subsequentemente, eles investigaram a região inteira e em 1983 eles confirmaram a presença do vácuo. Neste artigo publicado em 1987 eles produziram este mapa do vácuo. Outros astrônomos também começaram a estudar o vácuo e em pouco tempo descobriram algumas galáxias dentro do vácuo. J Moody, R Kirshner, G MacAlpine e S Gregory, neste artigo de 1987, listaram oito galáxias que eles descobriram no vácuo. Em pouco tempo, procurar galáxias no Vácuo Bootes se tornou o esporte mais popular entre os astrônomos. M Strauss e J Huchra anunciaram a descoberta de outras três galáxias, em 1988, e G Aldering, G Bothun, R Kirshner e R Marzke anunciaram a descoberta de quinze galáxias, em 1989. Em 1993, eram conhecidas 27 galáxias dentro do Vácuo Bootes. Neste artigo, S Cruzen, D Weistrop e C Hoopes listam estas 27 galáxias. Mais galáxias continuaram a ser descobertas. Em 1997 eram conhecidas um total de 60 galáxias no Vácuo Bootes. Este é um número muito pequeno. Uma região normal do universo, com este tamanho, possui vários milhares de galáxias. A maioria das galáxias descobertas estão localizadas nas margens do vácuo. |
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| Algumas galáxias muito solitárias. Todas estas galáxias estão dentro do Vácuo Bootes. Na esquerda está a galáxia espiral PGC 84225, no centro está PGC 54010 (Markarian 845) e na direita o par de galáxias em colisão MCG+09-25-43 e MCG+09-25-44. |
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