Um Atlas do Universo - Glossário

Aglomerado aberto
Um aglomerado de estrelas normalmente contendo várias centenas de membros juntos em uma pequena região de até 20 anos-luz de tamanho. É encontrado normalmente próximo as regiões de formação de estrelas nos braços espirais das galáxias.
Aglomerado de Abell
Veja Rico aglomerado de galáxias, Catálogo Abell.
Aglomerado de galáxias
Uma concentração de galáxias mantidas juntas pela gravidade. O termo 'Aglomerado' refere-se normalmente a uma grande coleção com dezenas ou centenas de galáxias e o termo 'grupo' é usado para um agrupamento muito menor.
Aglomerado estelar
Veja Aglomerado aberto, Aglomerado globular.
Aglomerado globular
Um aglomerado esférico com centenas de estrelas. Aglomerados globulares normalemnte possuêm tamanho de 50 a 150 anos-luz e são encontrados espalhados no halo esférico que circula as galáxias.
Anã amarela
Toda pequena estrela amarela como o Sol. É classificada como estrela Tipo G.
Anã branca
Remanescente de uma estrela gigante que ganha novo fôlego exibindo um núcleo intensamente quente. Apenas as anãs jovens são brancas, após bilhões de anos, lentamente esfriam e trocam de cor para amarelo ou laranja (muitas anãs brancas frias parecem azuis porque a comprimida atmosfera de hidrogênio filtra a luz vermelha). Eventualmente podem se tornar uma anã negra morta, mas devido ao universo ter apenas 15 bilhões de anos, não existem ainda, pois não tiveram tempo de ficar frias o suficiente. São classificadas como estrelas Tipo D.
Anã laranja
Estrela com luminosidade intermediária entre a do Sol - estrela anã amarela e das anãs vermelhas. É classificada como estrela Tipo K.
Anã marrom
Uma estrela que falhou porque era muito pequena para que ocorresse reações nucleares em seu núcleo. É muito comum, mas devido a seu pouco brilho e ser muito fria é muito difícil de ser detectada. Anãs marrons não são marrons, são vermelho escuras e esmaecidas. Anãs marrons são maiores que planetas, e tem tamanho entre 10 e 80 massas de Júpiter (ou 0,01 até 0,08 massas do Sol). Existem dois tipos principais de anãs marrons - as quentes (1500K até 2500K) são tipo L; e as frias (200K até 1500K) são tipo T. As anãs marrons muito quentes são algumas vezes classificadas como muito frias anãs vermelhas Tipo M.
Anã vermelha
Estrela pequena e escura. Cerca de 80% de todas as estrelas são anãs vermelhas, mas nenhuma é visível a olho nu. Devido possuir luminosidade menor que 1% do Sol, possuem um longo tempo de vida - milhares de bilhões de anos. São classificadas como estrelas Tipo M.
Ano-luz
É a distância percorrida pela luz em um ano. É igual a 0,3066 parsecs. Também é igual a 9461 bilhões de quilômetros ou 63.240 Unidades Astronômicas.
Ascenção reta
Veja Coordenada equatorial.
Associação
Veja Associação OB.
Associação estelar
Veja Associação OB.
Associação OB
Um grupo irregular com dezenas ou centenas de estrelas muito brilhantes espalhadas por centenas de anos-luz do espaço. As estrelas na Associação OB foram formadas na mesma região e possuem um movimento muito lento de separação. São normalmente encontradas nos braços espirais das galáxias.
Buraco negro
Formado quando uma estrela supergigante com grande massa explode em uma supernova e encerra sua vida criando um ponto superdenso no espaço, de cuja gravidade nada escapa. Uma estrela com massa superior a 60 massas solares provavelmente criará um típico buraco negro com 3 massas solares. Buracos negros são detectados pelos efeitos que causa nas estrelas vizinhas. No centro de muitas galáxias, inclusive a nossa, existem buracos negros super-massivos, que sugaram milhares de estrelas
Catálogo Abell
Um catálogo com 2712 ricos aglomerados de galáxias produzido por George Abell em 1958 após cuidadoso exame das placas do Palomar Sky Survey. Foi aumentado em 1989 por Abell, Corwin e Olowin para incluir 1364 ricos aglomerados de galáxias extras do hemisfério sul, não coberto no Palomar Sky Survey original. Ele contêm a maioria dos ricos aglomerados de galáxias dentro de 3 bilhões de anos-luz.
Catálogo Barnard
Um catálogo de 349 nebulosas escuras com declinação -35° produzido por E Barnard em 1927.
Catálogo Bonner Durchmusterung
Um catálogo com 325.037 estrelas do hemisfério norte, produzido entre 1859 e 1862 com um suplemento de 134.833 estrelas do hemisfério sul, produzido em 1886. Mais tarde surgiram dois catálogos maiores, com estrelas do hemisfério sul: o Cordoba Durchmusterung (613.959 estrelas) produzido entre 1892 e 1932, e o Cape Photographic Durchmusterung (454.877 estrelas) produzido entre 1895 e 1900.
Catálogo Bright Star
Um catálogo de estrelas com magnitude maior que +6.5 publicado pelo Yale University Observatory. A versão original foi publicada em 1908 como Harvard Revised Photometry Catalog. A corrente versão é a quinta e contêm 9096 estrelas.
Catálogo Giclas
O nome usual dado ao catálogo Lowell Proper Motion Survey produzido nos anos 70, contendo 11.747 estrelas com um alto movimento próprio.
Catálogo Gliese
Nome usual dado a três catálogos de estrelas próximas, compilado por W Gliese (e depois por H Jahreiß) em 1957, 1969 e 1993. O terceiro catálogo que listou 3.803 estrelas dentro de 25 parsecs foi liberado somente em uma forma preliminar, e apesar das sugestões de um quarto catálogo, não há nenhum sinal de que irá aparecer.
Catálogo Henry-Draper
Um catálogo com a classificação espectral de 272.150 estrelas, produzido entre 1918 e 1924.
Catálogo Hipparcos
Um catálogo de 118.218 estrelas examinadas pelo satélite Hipparcos, lançado em 1989. Ele coletou as paralaxes das estrelas, fornecendo distâncias exatas de dezenas de milhares de estrelas dentro de 1.000 anos-luz.
Catálogo IC
O Index Catalog. Um suplemento do catálogo NGC com uma lista extra de 5386 aglomerados estelares, nebulosas e galáxias. É atualmente uma combinação de dois catálogos, oprimeiro publicado em 1895 e o segundo em 1908. Veja tambêm Catálogo NGC.
Catálogo NGC
O New General Catalog. Um catálogo com 7840 brilhantes aglomerados estelares, nebulosas e galáxias, publicado por J Dreyer em 1888. Veja tambêm Catálogo IC.
Catálogo Revisado de Harvard
Veja Catálogo Bright Star.
Catálogo Yale
Veja Catálogo Bright Star.
Classificação das estrelas
Veja Classificação espectral.
Classificação espectral
Sistema usado para classificar as estrelas. Estrelas são classificadas em sete categorias: O, B, A, F, G, K e M ordenadas das quentes estrelas azuis-brancas até as frias estrelas vermelhas. Um número (0 até 9) é normalmente adicionado como uma sub-classe. Um numero romano é adicionado para indicar o tamanho da estrela. Estrelas supergigantes são classe I, estrelas gigantes são classe III, e normalmente, estrelas da sequencia principal são classe V. (Tipos II e IV são tipos intermediários). O Sol é tipo G2V, enquanto Arcturus - uma estrela gigante laranja - é tipo K2III.
Constante de Hubble
O valor que descreve a taxa em que o universo expande com tempo. A constante de Hubble ajuda a determinar o tamanho e a idade do universo, e é usada também para converter o desvio para o vermelho de uma galáxia em uma estimativa da distância. A constante de Hubble não é conhecida precisamente, mas está na escala entre 55 e 80 km/s/Mpc.
Constelação
Padrão aleatório que as estrelas no céu noturno produzem pelo alinhamento de estrelas de diferentes luminosidades e distâncias. Existem 88 constelações - 48 foram criadas pelos antigos Gregos, e outras 40 foram adicionadas após 1600.
Coordenada equatorial
O mais comum sistema de coordenadas utilizado pelos astrônomos. É o equivalente a latitude e longitude terrestre projetado no céu, exceto que a longitude é chamada de Ascenção Reta e a latitude é chamada de Declinação. Por razões históricas, Ascenção Reta não é mensurada em graus mas em 'horas' - 24 horas são equivalentes a 360 graus. Outra complicação é que este sistema de coordenadas deve ser levemente movido durante o tempo - a posição das estrelas para 1950 é ligeiramente diferente da posição para 2000 por exemplo.
Coordenadas Galática
Um sistema de coordenadas baseado no plano da Galáxia, e centrado no Sol como ponto zero de longitude e latitude apontando diretamente para o centro galático. Os símbolos usados para as coordenadas galáticas são l (longitude) e b (latitude). O ponto zero de latitude e longitude Galática está em RA=17h45m37s Dec=-28°56'10", e o polo norte Galático está em RA=12h51m26s Dec=+27°07'42", (coordenadas para o ano 2000).
Coordenadas Galatocêntrica
O mesmo sistema de coordenadas usado no sistema de coordenadas galática exceto que o sistema é centrado no centro da Galáxia. A pequena incerteza quanto a correta distância até o centro galático impede uma maior utilização deste sistema.
Coordenadas Supergalática
Um sistema de coordenadas baseada no plano do Superaglomerado de Virgem. O plano supergalático passa pelo Sol e pelo meio do aglomerado de Virgem. Diversos superaglomerados próximos encontram-se também perto deste plano. Os símbolos usados nas coordenadas supergaláticas são L (longitude) e B (latitude). O ponto zero da latitude e longitude Supergalática encontra-se em RA=02h49m14s Dec=+59°31'42", e o polo norte Supergalático encontra-se em RA=18h55m01s Dec=+15°42'32", (coordenadas para o ano 2000).
Declinação
Veja Coordenada equatorial.
Desvio para o vermelho
Um aumento na onde de luz, produzido pelo movimento do objeto, se afastando do observador. Velocidades maiores produzem um desvio para o vermelho maior e fornecem assim uma medida da velocidade radial da fonte. Em um universo em expanção, as galáxias com desvio para o vermelho maior encontram-se a distâncias maiores que galáxias com um pequeno desvio para o vermelho. Desvio para o vermelho tambêm podem ser produzidos pela luz que encontra-se próxima de um grande campo gravitacional, como um buraco negro.
Estrela anã
Uma estrela da sequência principal, normal como o Sol e queimando hidrogênio em reações nucleares em seu núcleo. As brilhantes estrelas anãs são tão grandes quando o Sol. Veja também Estrela gigante, Estrela supergigante.
Estrela da sequência principal
Uma estrela normal como o Sol queima hidrogênio em reações nucleares no núcleo. Outros tipos de estrelas incluem: estrelas gigantes, estrelas supergigantes e anãs brancas.
Estrela de nêutrons
Quando o núcleo de uma estrela supergigante entra em colapso durante uma explosão de supernova, produz uma grande quantidade de nêutrons. Muitas estrelas entre 8 e 60 massas solares terminam sua vida produzindo uma estrela de nêutrons com até 1,4 massas solares. Estrelas de nêutrons tem apenas 10 quilômetros de diâmetro e uma incrível densidade - uma colher de chá de material de uma estrela de nêutrons tem uma massa de centenas de milhões de toneladas. Veja também Buraco negro.
Estrela gigante
Uma estrela do tamanho do Sol termina sua vida após muitos bilhões de anos, expandindo grandemente devido ao desequilíbrio de energia no seu núcleo. A temperatura superficial cai e a estrela fica avermelhada, muitos milhões de anos depois a estrela arremessa muitas camadas de matéria para fora e torna-se uma anã branca. Veja também Estrela anã, Estrela supergigante.
Estrela supergigante
Uma grande estrela com mais de 3 massas solares pode tornar-se uma estrela supergigante ao final de sua vida, quando cessar a queima do hidrogênio, causando sua expansão. Estrelas supergigantes são grandes e brilhantes e frequentemente terminam explodindo como uma supernova e criando uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Veja também Estrela anã, Estrela gigante.
Estrela variável
Uma estrela que varia a luminosidade. Existem vários tipos, algumas estrelas mudam sua luminosidade em questão de minutos enquanto outras mudam lentamente durante muitos meses. As primeiras 334 estrelas variáveis descobertas recebiam uma ou duas letras junto com o nome da constelação, como R Scuti ou UV Ceti. Outras estrelas variáveis agora são designadas como V335, V336, etc. Proxima Centauri por exemplo é conhecida pelos astrônomos como estrela variável V645 Centauri.
Galáxia
Uma vasta concentração de milhões ou bilhões de estrelas. Existem quatro tipos principais de galáxias: Galáxias Elípticas, Galáxias Lenticulares, Galáxias Espirais e Galáxias Irregulares. Nossa galáxia contêm 200 bilhões de estrelas, mas grandes galáxias podem conter trilhões. Veja também Galáxias Anãs.
Galáxia Anã
Uma pequena galáxia contendo um pequeno número de estrelas, normalmente de milhões até poucos bilhões. Não existe um tamanho oficial para que uma galáxia seja designada como anã, mas qualquer galáxia com um diâmetro menor que 40.000 anos-luz é considerada anã.
Galáxia Barrada
Uma galáxia com uma brilhante barra central de estrelas.
Galáxia Elíptica
Uma galáxia circular achatada ou de forma oval. Ela é classificada como Tipo E, ordenadas pela forma, do Tipo E0 - circular, até Tipo E7 - grandemente elíptica.
Galáxia Espiral
Uma galáxia com braços em espiral. Possuí dois Tipos principais, com barra central - SB, e sem barra - S (ou SA). Galáxias espirais são subdivididas em Tipos a, b, c (e algumas vezes d), dependendo do tamanho de seus braços espirais.
Galáxia Irregular
Uma galáxia com uma forma irregular, sem estrutura espiral ou elíptica. É classificada como Tipo Irr.
Galáxia Lenticular
Uma galáxia cuja forma lembra uma lente. É um tipo intermediário entre uma galáxia elíptica e uma galáxia espiral. É classificada como Tipo S0.
Grande Galáxia
Veja Galáxia.
Grupo de galáxias
Uma concentração de galáxias unidas pela gravidade. O termo 'grupo' usualmente refere-se a uma pequena coleção com poucas dezenas de galáxias e o termo 'aglomerado' é usado para um agrupamento muito maior.
Luyten, Wilhelm
Um astrônomo que dos anos 30 aos anos 80 encontro milhares de estrelas próximas e produziu muitas pesquisas, incluindoa Bruce Proper Motion Survey em 1944 e a Luyten-Palomar Survey nos anos 70. Ele produziu muitos catálogos com movimento próprio incluindo o catálogo Luyten (L), o catálogo Luyten-Palomar (LP), o catálogo Luyten Two-Tenths Arcsecond (LTT), o catálogo Luyten Four-Tenths Arcsecond (LFT), e o catálogo Luyten Half-Second (LHS).
Magnitude
Veja Magnitude aparente, Magnitude absoluta.
Magnitude visual
Veja Magnitude aparente.
Magnitude absoluta
A magnitude aparente de um objeto colocado a distância exata de 10 parsecs (=32,6 anos-luz). Uma estrela supergigante pode possuir uma magnitude absoluta de -8 enquanto uma escura anã vermelha pode possuir uma magnitude absoluta de +16. O Sol tem uma magnitude absoluta de +4,8 - próxima da metade dos dois extremos.
Magnitude aparente
O sistema usado para medir o brilho das estrelas no céu. Estrelas brilhantes tem números menores e estrelas escuras tem números maiores. Objetos escuros visíveis com telescópios gigantes tem magnitude de +30. Um bom telescópio portátil ve até a magnitude +15. Binóculos vêem até a magnitude +9 e a olho nu vemos estrelas com magnitude de +6. Objetos muito brilhantes possuem magnitude negativa, uma estrela brilhante tem magnitude de -1,4, a Lua cheia tem magnitude de -12,7 e o Sol do meio-dia tem magnitude de -26,8.
Matéria escura
As estrelas visíveis e nebulosas compõem apenas uma pequena fração de toda a matéria no universo. O resto não é fácil de detectar, mas existe claramente devido aos efeitos nos movimentos das estrelas nas galáxias e no movimento das galáxias nos aglomerados. A matéria escura provavelmente consiste de vários tipos de partículas subatômicas.
Minuto
Veja Minuto de arco.
Minuto de arco
Uma medida para pequenos ângulos. 1 minuto de arco = 1/60 grau.
Movimento próprio
A lenta e constante mudança aparente de posição das estrelas, devido ao seu movimento independente dentro da Galáxia. As estrelas, mesmo as mais próximas e as mais rápidas, requerem séculos para moverem-se um grau ou mais.
Nebulosa
Uma nuvem de gás interestelar e poeira. As Nebulosas Brilhantes incandescem pela luz emitida pelos gazes de que é composta (nebulosa de emissão) ou pela reflexão da luz estelar (nebulosa de reflecção) ou por ambos. Nebulosas Escuras consistem em nuvens de gás e poeira mas não são iluminadas. Nebulosas Planetárias são escudos de gás ejetados por estrelas.
Nebulosa Planetária
Um envelope de gás em expansão, cercando uma quente anã branca. É formado no fim da vida de uma estrela gigante, quando o núcleo se contrái e ejeta a atmosfera superior, formando uma anã branca e uma nebulosa. A intensa radiação da anã branca cria uma incandescente nebulosa. São chamadas de nebulosasa planetárias porque os antigos astrônomos as viam como planetas.
Nome Bayer
Combinação de uma letra Grega e o nome da constelação (Alpha Centauri, Epsilon Orionis etc.) usada para identificar as estrelas brilhantes. Este sistema foi usado primeiramente por Johann Bayer em 1603. Estrelas brilhantes em uma constelação usualmente possuem uma letra do início do alfabeto, e estrelas escuras normalmente possuem letras do final do alfabeto. Estrelas pálidas possuem letras Romanas minúsculas de a até z ou letras Romanas maiúsculas de A até Q (p Eridani, N Velorum etc.) Veja também Número Flamsteed.
Número Flamsteed
A combinação de um número e do nome da constelação (61 Cygni, 36 Ophiuchi etc.) é usada para identificar estrelas não visíveis a olho nu. Os números foram aplicados por John Flamsteed no catálogo de estrelas publicado em 1725. Todas estrelas não visíveis a olho nu possuem número Flamsteed e a maioria das estrelas do hemisfério sul não possuem um. Veja também Nome Bayer.
Paralaxe
É o pequeno angulo em que aparecem as estrelas quando vistas da Terra em órbita do Sol. A distância das estrelas em parsecs é simplesmente 1/paralaxe, (ou em anos-luz é 3,2616/paralaxe) quando a paralaxe é em segundos de arco.
Parsec
A distância que uma estrela deve estar para que sua paralaxe seja de 1 segundo de arco. (Não existe nenhuma estrela a esta distância atualmente). 1 parsec = 3,2616 anos-luz.
Quasar
Uma galáxia com um núcleo extremamente brilhante que se sobressai da galáxia mãe por centenas de vezes. Encontram-se a bilhões de anos-luz de distância e são característicos do início do universo. A energia de um quasar é provavelmente a matéria caindo em um supermassivo buraco negro.
Remanescente de uma supernova
O resto de uma estrela, visível como uma nebulosa de gás em expansão que foi ejetado em alta velocidade durante a explosão de uma supernova.
Rico aglomerado de galáxias
Um aglomerado de galáxias contêm centenas de grandes galáxias. O mais próximo rico aglomerado é o aglomerado de Virgem. Os ricos aglomerados contêm milhares de grandes galáxias. A maioria dos ricos aglomerados do Universo estão listados no Catálogo Abell.
Ross, Frank
Um astrônomo que pesquisou sobre grande movimento próprio de estrelas entre 1925 e 1939, produzindo uma lista de 1070 estrelas próximas.
Segundo
Veja Segundo de arco.
Segundo de arco
Uma medida para pequenos ângulos. 1 segundo de arco = 1/60 minuto de arco = 1/3600 grau.
Sistema Solar
Uma estrela orbitada por planetas, satélites, asteróides, cometas e poeira.
Superaglomerado
Uma grande concentração com centenas ou milhares de grupos de galáxias. Superaglomerados possuem tamanho de 100 milhões até 500 milhões de anos-luz e são usualmente formados por grandes células e muros de galáxias cercando grandes vazios onde existem muito poucas galáxias. Superaglomerados foram formados quando no início do universo a matéria foi mantida junto por influência da gravidade.
Supernova
Uma explosão catastrófica que ofusca uma galáxia inteira, com bilhões de estrelas. Ela ocorre quando uma estrela supergigante exaure todo seu combustível nuclear causando o colapso do núcleo, liberando uma grande quantidade de energia cujos remanescentes se tornam uma estrela de nêutrons ou em casos extremos, um buraco negro.
Tamanho angular
O tamanho aparente de um objeto expresso em ângulo. É mensurado em graus, minutos e segundos.
Temperatura
Em astronomia, a temperatura é mensurada na escala Kelvin (simbolo K) que é igual a °C + 273°. Quando ao meio-dia a temperatura da Terra é 20°C isso é igual a 293K e a temperatura da superfície do Sol de 5500°C é igual a 5770K.
Unidade Astronômica
Distância média da Terra ao Sol. É igual a 149.597.871 km. É usada apenas para distâncias no sistema solar ou para distâncias entre estrelas componentes de sistemas estelares múltiplos.
Velocidade Radial
A velocidade de um objeto no sentido que se aproxima ou se afasta do observador. Em um universo em expanção, uma galáxia com uma alta velocidade radial geralmente encontra-se mais próxima do observador do que uma com baixa velocidade radial.
Wolf, Max
Um astrônomo que procurou por estrelas com alto movimento próprio entre 1919 e 1931, produzindo uma lista de 1566 estrelas vizinhas.